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25/Apr/2017
Nissan 29, 5777

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Festas Judaicas (Chaguim)

Iom HaAtzmaut

O Que É Sionismo

A origem da palavra "sionismo" é o termo bíblico "Sion", usado geralmente como um sinônimo de "Jerusalém" e da Terra de Israel (Eretz Israel). O sionismo é uma ideologia que expressa o profundo anelo dos Judeus de todo o mundo por sua pátria histórica - Sion, a Terra de Israel.

A aspiração pelo retorno à sua pátria foi sentida pela primeira vez pelos Judeus exilados na Babilônia há cerca de 2500 anos - uma esperança que subseqüentemente se concretizou. ("Junto aos rios da Babilônia nos assentamos e choramos, lembrando-nos de Sion." Salmos 137:1). Desta forma, pode-se dizer que o sionismo político, que se consolidou no século XIX, não inventou nem o conceito nem a prática do retorno. Ao contrário, ele adaptou uma idéia muito antiga e um movimento constantemente ativo às necessidades e ao espírito de seu tempo.

O conceito fundamental do pensamento sionista se expressa na Declaração de Independência de Israel (14 de Maio de 1948), que declara:

"A Terra de Israel foi a terra natal do Povo Judeu. Aqui se formou sua identidade espiritual, religiosa e política. Foi aqui que, pela primeira vez, os Judeus se constituiram em Estado, criaram valores culturais de significação nacional e universal e deram ao mundo o eterno Livro dos Livros.

Depois de forçado a exilar-se de sua terra, o Povo Judeu lhe permaneceu fiel em todos os países de sua dispersão, nunca deixando de orar por ela, na esperança de a ela regressar e reestabelecer sua liberdade política."

Um dos conceitos básicos do sionismo é o de ser a Terra de Israel o local de nascimento histórico do Povo Judeu, e a convicção de que a vida judaica em qualquer outro lugar é uma vida no exílio. Moisés Hess expressa essa idéia em seu livro Roma e Jerusalém (1844):

"Dois períodos forjaram o desenvolvimento da civilização judaica: o primeiro, após a libertação do Egito, e o segundo, o retorno da Babilônia. O terceiro ocorrerá com a redenção do terceiro exílio."

Durante os séculos de duração da Diáspora, os Judeus mantiveram um relacionamento forte e singular com sua pátria histórica, manifestando sua saudade de Sion através do ritual e da literatura. Quando reza, o Judeu se volta para o Oriente, na direção da Terra de Israel. Na oração matutina, ele diz "Trazei-nos em paz dos quatro cantos do mundo e dirigi-nos à nossa terra". Durante as orações há algumas frases que se repetem várias vezes: "Abençoado sede Vós, Senhor, construtor de Jerusalém";"Abençoado sede Vós, Senhor, que retornais Vossa presença a Sion". A oração de graças após as refeições inclui uma benção que termina com uma prece pela recontrução de "Jerusalém, a Cidade Santa, em breve, em nossos dias". Na cerimônia de casamento, o noivo se compromete a "elevar Jerusalém ao áice de nossa alegria". Na circuncisão recita-se o salmo "Se eu te esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita". No Pessach, todo Judeu declara: "No próximo ano em Jerusalém". O anseio do Povo Judeu por retornar à sua terra se expressou também em prosa e em verso, em hebraico e nas outras línguas faladas pelos Judeus no correr dos séculos, idish na Europa Oriental e ladino na Espanha.
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